7º FESTIVAL DE CINEMA DE CAMPO GRANDE Fizemos a vinheta para a sétima edição do Festival de Cinema de Campo Grande, uma idéia simples as vezes tem um desmembramento que supera e acaba em um resultado bem interessante. O vídeo deu ritmo e ficou com cara de cinema. Fiz o roteiro e direção, a montagem ficou por conta de Ronaldo Braga e a trilha que foi um fator importantíssimo no resultado foi feita por Jonas Feliz. Valeu.
UM SITE DE ARTE GRÁFICA Publiquei um site para divulgar o meu trabalho em arte gráfica e fotografia. O endereço é www.lularicardi.com . É uma proposta de mostrar um pouco de conteúdo autoral, sem as amarras e os direcionamentos que o mercado muitas vezes nos determina. Lá estão trabalhos artísticos e experimentações, principalmente com a temática urbana e tipográfica. Algumas das gravuras que estão no site podem ser vistas no Espaço Artdesign, situado à Rua Augusta, 2862, conj 3, São Paulo. Acesse por aqui www.lularicardi.com
EXPOSIÇÃO FRANCISCO ORJALES Para a exposição de jóias do espanhol Francisco Orjales, que comemorou 20 anos de trabalho no Brasil fui convidado para participar fazendo intervenções gráficas a partir de suas jóias, os painéis estiveram expostos em um dos espaços da exposição que aconteceu no Instituto Cervantes em São Paulo.
BURLE MARX Esse é o ano do centenário de Roberto Burle Marx, fizemos essa animação em comemoração e homenagem à data do nosso maior paisagista. São fragmentos animados de suas intervenções artísticas e profissionais. Foi feita no Flash e o resultado final ficou bem interessante.
A DAY IN THE LIFE... Um dia na vida de um dos cantos mais famosos do mundo, a Abbey Road, a rua em Londres perpetuada na capa do clássico disco dos Beatles. Uma câmera filmou 24 horas do local e condensou em um clipe que mostra pessoas andando, posando para fotos, fazendo performances, até mostrando as partes de baixo tem. É difícil ir à referida rua e resistir à tentação de tirar um fotograma registrando a passagem pela local.
ART DESIGN Espaço criado para apresentar trabalhos e experimentações em arte gráfica. São discursos e propostas conceituais e artísticas que abordo através dessa plataforma, saindo um pouco da até então exclusiva apresentação virtual. A idéia é ser um show room ou um espaço galeria que exponha e valorize as peças
produzidas. É aberto a quem queira conhecer, apreciar, conversar sobre ou adquirir algum. Fica na Rua Augusta, 2862, sala 3, São Paulo.
JOSUÉ DE CASTRO O HOMEM CARANGUEJO Posto aqui um trabalho, ou talvez uma homenagem que faço ao centenário de Josué de Castro. Médico, professor, geógrafo, sociólogo e político, Josué fez da luta contra a miséria e a fome sua principal bandeira, reverenciado no mundo inteiro, aprofundou seus estudos no tema, afirmava que as causas do fenômeno eram fruto de uma sociedade injusta. Por suas idéias revolucionárias, teve seus direitos cassados durante a ditadura, sendo exilado na França e não conseguindo voltar mais ao Brasil. Morreu em Paris, em 1973, segundo a família e amigos próximos de tristeza. Escreveu em 1946 o clássico livro Geografia da Fome, traduzido em mais de 25 idiomas. Concorreu por duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Como fizemos um trabalho sobre ele em 2004, tive a oportunidade de conhecer o personagem e sua obra de perto. Mais um dos grandes brasileiros que tem que sempre ser lembrado e suas idéias se proliferarem. Chico Science fez várias referências a ele em suas letras. Josué começou seus estudos sobre a fome nos mangues em Recife, mesmo palco do cantor recifense. Mais sobre ele no site www.projetomemoria.art.br
ADEUS ATHOS Morreu no ultimo dia 31 de julho aos 90 anos o artista, arquiteto, escultor, pintor, desenhista e mosaicista Athos Bulcão. Sua obra está espalhada por paredes do mundo e do Brasil, especialmente em Brasília. Ele tirava a frieza e lisura de um plano com os movimentos de seus azulejos desenhados e relevos construídos. Sua obra não está em museus e galerias, mas sim integradas ao dia-a-dia do passante, que acidentalmente entra em contato com seu trabalho. Começou sendo assistente de Portinari no mural de São Francisco de Assis, na Pampulha em Belo Horizonte, com quem diz que aprendeu as noções principais de desenho e cores. Morou em Paris e voltando ao Brasil, participou do esforço de construção da nova capital federal junto a Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, compondo grande parte dos projetos executados, é de Athos as duas empenas cubistas do Teatro Nacional e os painéis de Mármore do Palácio do Itamaraty, entre tantos outros projetos. Além das intervenções na arquitetura, também produziu pinturas, máscaras, fotomontagens e desenhos eróticos. Mais informações e o acervo completo de Athos estão no site www.fundathos.org.br
GRAFITE? Genial a convergência de linguagens que se estabeleceu nesse trabalho. Além de ser uma idéia original quanto à proposta do quadro a quadro feito com grafite, o que vai surgindo é também um show de imagens e idéias. Trabalho argentino de inovação, está de parabéns. Confiram o vídeo aqui http://www.vimeo.com/993998?pg=embed&sec=993998
O REI DOS SALÕES Estava fazendo um levantamento iconográfico para um trabalho, quando ao folhear um periódico de 1913, a Gazeta de Notícias, me deparei com um anúncio do hoje proibidíssimo “desodorizante com aroma aproximado do perfume L’Air Du Temps”, também conhecido pela alcunha de “Lança perfume”, naquele tempo ele podia ser vendido livremente. O aromatizador começou a animar os foliões nos carnavais a partir de 1906, depois de alguns casos de morte de usuários e quedas de escadas, foi decretado proibido pelo então presidente Jânio Quadros em 1961. Esse do anúncio abaixo foi a marca mais famosa procurada pelos alegres festejadores do carnaval. Podemos ler no slogan, “Lança perfume Rodo, o melhor”. Apesar de proibida no Brasil, a substância continuou sendo produzida até cerca de dois anos atrás na Argentina, quando supostamente a fábrica do “Universitário”, fechou as portas.
HITLER FÃ DE DISNEY Quem diria que o “Fuhrer” fosse um apaixonado por desenhos da Branca de Neve e do Pinóquio. O homem responsável pelo extermínio de 6 milhões de judeus tinha momentos de introspecção infantil, desenhando o Pinóquio e os anões como passatempo. Segundo a revista alemã “Der Spiegel”, o historiador William Hakvaag, diretor do Museu da Guerra de Lofoten, na Noruega, encontrou os desenhos copiados que teriam sido feitos por Adolf Hitler em 1940, neles estão grafados a sigla “AF” e “A. Hitler”. Segundo o historiador, os reproduções pertenceram realmente ao chefe nazista, já que é conhecida sua admiração por desenhos de Walt Disney. A revista lembra ainda que o ministro da propaganda, Joseph Goebbels, presenteou Hitler no Natal de 1937 com 12 cópias de filmes do Mickey surgindo a partir daí o projeto de criar dentro do regime uma produtora de desenhos animados.
AS MIL FACES DO SARGENTO PIMENTA A capa mais “coverizada”, se é que podemos usar assim a palavra é a do mítico álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos 4 rapazes de Liverpool. Foram várias releituras, paródias, ou qualquer outro termo semelhante que possa nominar o fato. O disco é considerado o melhor e mais influente álbum da história da música, título construído pela sonoridade, pelo conceito musical revolucionário e também pela sua capa. Emblemática e ousada, foi criada por Peter Blake, em um trabalho de montagem de fotografias dos Beatles vestidos de sargentos em tamanho natural, juntando a eles imagens de pessoas célebres como Marilyn Monroe, Bob Dylan, Cassius Clay, Marlon Brando, Shirley Temple, entre outros. Vários nomes ficaram de fora como Karl Marx, Jesus Cristo e Gandhi, no ano passado depois de controvérsias, Blake assumiu que Adolf Hitler figurava atrás dos Beatles, mas sob as imagens de Ringo Star e do ator Johnny Wessmuller. Estão presentes psicodelia, experimentalismo e mais controvérsias no trabalho, muitos dizem que existem mensagens subliminares na capa, como o mito da suposta morte de Paul MacCartney evidenciada pelo túmulo e pelo contra-baixo desenhado em flores com três cordas, o que significaria a falta de um Beatle. Frank Zappa, The Ruttles, Os Simpsons e até Zé Ramalho já parodiaram a capa da “Banda do Clube de Corações Solitários do Sargento Pimenta”.
WAR IN RIO Em tempos de Capitão Nascimento, é uma reflexão do designer Fabio Lopez nos tempos difíceis da guerra real na cidade maravilhosa. http://jogowarinrio.blogspot.com/
MÉXICO_68 Um dos logos que ficou bem gravado na memória das pessoas foi o da Olimpíada de 68, realizada no México. No caráter gráfico, ela traduz a época, com suas nuances psicodélicas, seu desenho causa uma estranheza e vertigem, apresentando ondas que vão se multiplicando. Fica aí um pouco da história, com material da época e algumas aplicações em sua comunicação visual.
BELEZAS GRÁFICAS Volumen Mag é uma revista eletrônica que apresenta trabalhos de design, ilustração, fotografia e tipografia. Os trabalhos são muitos e bons. Experimentação. www.volumenmag.com
OLIMPÍADAS 2012 Foi apresentado no último dia 4 o logo dos Jogos Olímpicos de 2012, que será realizado em Londres. Faltando pouco mais de quatro anos para o início da competição, o símbolo foi recebido com grande repercussão, positivas e negativas diga-se de passagem. Foi criada pela Wolff Olins e custou a bagatela de 800 mil dólares. Teve uma reação contrária ao redor do mundo, inclusive com abaixo assinado na internet pedindo sua troca. Para quem estava acostumado com ursinhos e tochas como símbolo, vai ter que se conformar com o sujo e controverso conceito gráfico inspirado nas ruas. O logo traduz essa urbanidade e essa cultura que mescla arte, atitude e desafio.
CAÇADORES DE TENDÊNCIAS Muito bom esse site de tendências em arquitetura, espaços e design em várias plataformas. Os painéis aplicados nas paredes são exemplos ótimos da integração da arquitetura e do design gráfico na composição de espaços. É o grafite vindo para o lado de dentro do muro. www.thecoolhunter.net
SINAL DE FUMAÇA Essa é uma colaboração do amigo e blogador Israel Samir que postou em seu site www.ocabulosodestinode.net O tema e o projeto como um todo é pertinente ao momento. É uma proposta gráfica e poética para alertar o nosso futuro. Pena que para produzir essa bolha, também se gera CO2. Está registrado.
"Infografia, para aqueles que não conhecem é a parte do design grafico que tem por missão transformar dados estatísticos em poesia. Um otimo exemplo é essa campanha da WWF que alerta sobre o crescente número de carros nas capitais chinesas e sobre a qualidade do ar que cada vez se degrada mais. Imagens da China de dez anos atrás nos mostram multidões indo ao trabalho de bicicleta. Hoje a mesma imagem mostraria as mobiletes, as motos de 125cc e os engarrafamentos cada vez mais gigantescos. A campanha consiste em representar de forma visual o que um carro rejeita na atmosfera durante o dia. Um balão preso ao cano de descarga do veiculo vai se enchendo do monóxido de carbono produzido pela combustão do motor. Multiplique esse balão por 365 dias. Realmente a coisa fica preta".
PRAÇA ROOSEVELT Dois momentos da Praça Roosevelt em São Paulo, a primeira, uma obra do artista popular Agostinho Batista Freitas, descoberto pelo fundador do MASP Pietro Maria Bardi, quando vendia seus quadros nas ruas de São Paulo e o outro um clique feito por esse que vos escreve do alto de um dos prédios próximos.
UM ANIMADO ÍCONE POP Lá pelo início do século XX, as fontes são controversas na atribuição de uma data precisa, mas está entre 1900 e 1919, surgia um cartoon que se tornaria um ícone pop que é cultuado até hoje. O Gato Félix com suas travessuras as vezes nem tão infantís honra os felinos e rompe a barreira das sete vidas. Nasceu das mãos do cartunista Otto Messmer ainda no cinema mudo, era exibido antes do filme começar e rapidamente tornou-se uma febre, sendo mais conhecido que as estrelas do cinema da época, seu reinado absoluto durou até a criação de Mickey Mouse. Foi tanto sucesso que sua imagem foi utilizada como atração para as grandes lojas de departamentos, reforçada ainda por estratégias dos produtores que colocavam o gato ao lado de grandes nomes do cinema mudo como Chaplin. Quando estreou na animação Feline Follies, sua aparência ainda não estava totalmente personificada, mas a evolução do desenho foi determinando seus traços para o que conhecemos hoje, um gato preto de grandes olhos e um sorriso travesso e que está sempre se metendo em confusão. Depois do cinema, passou a ser desenhado também em tiras de jornais e em múltiplas línguas, chegando nos quatro cantos do mundo e conquistando o público tanto infantil como adulto. Com o surgimento do cinema falado, o felino sofreu um período de decadência, mas logo se recuperou com a popularização da televisão a partir da década de 50. Novos desenhos animados foram produzidos e surgiram personagens e elementos como sua inseparável bolsa mágica, onde pode sair de lá uma mesa, um navio ou um avião. Não esquecendo também de seu rabo que serve de ferramenta e que em alguns casos é retirado de seu corpo para ser utilizado.
Félix o gato, continua forte e ainda mantém fãs em todo mundo, recentemente foi criada a série The Twisted Tales of Felix the Cat onde o gato aparece com um traço mais antigo e com uma ambientação bastante fantástica.
PARALELOS Hoje será lançado o curta metragem Paralelos, do cineasta Alexandre Basso. Filmado em película, trata-se de um trabalho de memória e da perda de alguns símbolos históricos como o trem do pantanal, que fez parte de todo o desenvolvimento da região e foi extinto após a privatização da rede ferroviária. Fizemos o projeto gráfico do cartaz e das peças de comunicação.
AS RELAÇÕES DE JESUS Many Eyes é a empresa que especializou-se em transformar dados, nomes e relações em imagens ou gráficos, não importando as dificuldades do levantamento e nem se o resultado fica um emaranhado de elementos e informações. Um exemplo está no mapeamento das relações entre todos os citados no Novo Testamento e mostrando quem conhecia quem. Dá para perceber que Jesus era um cara bem relacionado.
Vai o blog do pessoal http://www.esv.org/blog/2007/01/mapping.nt.social.networks
ALTO CONTRASTE EM 60 Ainda na década de 50 o design gráfico vinha sendo apresentado no Brasil sem unidade e nem critérios formais, o que ocorria era uma bagunça gráfica e um exagero na quantidade de elementos utilizados sem hierarquia de informações e tampouco preocupação estética. Já no final desta década, as influências modernistas ocorridas na arquitetura, nas artes plásticas, na música e no teatro começam a chegar na linguagem gráfica. Alguns grandes jornais e revistas da época começam a fazer reestruturações em sua apresentação, como o Jornal do Brasil, a revista Senhor e as capas de livros da Civilização Brasileira. Seguindo essa tendência, as capas dos LP’s (Long Playing), como eram chamados os vinis também tiveram sua participação nessa modernização. Em 1962 surge o selo Elenco que tinha no seu catálogo os artistas da Bossa Nova, e com ela aparece a economia de elementos e as composições visuais do artista gráfico Cesar Villela. Suas capas são conhecidas pela foto PB em alto contraste, seus grandes tipos ou letras, fundo branco e um pequeno detalhe em vermelho, o que hoje poderíamos atribuir a um visual absolutamente “clean”, para a época era uma proposta arrojada e nova, como era a própria bossa nova. Na contracapa, existia também a preocupação com o equilíbrio e a composição de textos, também uma novidade para aquele tempo. Seu companheiro de empreitada era o fotógrafo Chico Pereira, que trouxe para as capas a técnica fotográfica do alto contraste e da solarização. Com isso, Villela estabeleceu novos padrões para o design de capas de discos, apesar da pouca repercussão da Elenco com sua tiragem reduzida e curta existência de apenas 5 anos. Cesar Villela ficou na gravadora até 64, indo para os Estados Unidos, retornou posteriormente ao Brasil, mora atualmente no Rio de Janeiro. Hoje podemos ver em muitos trabalhos atuais os conceitos gráficos utilizados naquela “onda”, como o alto contraste que continua tendo seu lugar ao sol.
Uma errata enviada por Gilda Mendes de Lima: Cesar Vilella mora no Brasil e pode ser encontrado, todos os dias, em
seu atelier no Beco das Garrafas, numa loja contígua à BossaNova e
Companhia, loja de cd"s e livraria especializada no gênero musical que
lhe deu o nome. Cesar continua um cara excepcional e dedica-se,
exclusivamente, à pintura de quadros maravilhosos.
MAIS FESTIVAL DE CINEMA Vejam o vídeo que fizemos para a abertura das sessões do Festival de Cinema de Campo Grande. Mantendo o mesmo conceito da comunicação, é uma possibilidade de fazer a verdadeira movimentação da idéia. A finalização ficou por conta da Animatronic.
CYRIAK'S ANIMATION MIX Este video é uma compilação de GIFs animados estranhos e engraçados do seu autor Cyriak. Os GIFs podem ser vistos no site http://www.cyriak.co.uk/bitsandbobs.shtml Muito louco o video! Vale a pena conferir.
REALIDADE NUA Site do fotógrafo que se intitula Boogie, e que tem um impressionante olhar para os resultados de nossa vida em sociedade. Muitas vezes não com perspectivas muito positivas, porém seus recortes ou imagens tem um resultado estético excelente. Existe beleza na composição, em imagens que não são assim tão dignas. Ele já andou inclusive excursionando pelo Brasil. http://www.artcoup.com/movie.html
23_01_2007 Postado por: Lula Ricardi |
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FESTIVAL DE CINEMA DE CAMPO GRANDE Estou postando hoje um trabalho que fizemos para o Festival de Cinema de Campo Grande. Entre vários outros festivais pelo Brasil a fora, essa é mais uma ação importante para a cultura de nosso vasto e plural país. Acho que poderemos chamar de cultura de guerrilha, pois tudo é difícil na atuação regional. O patrocínio, o entendimento do poder público de que isso também pode ser uma vertente de política pública, e enfim, os apoios que todo evento como esse necessitam.
Essa é a quarta edição de um festival que se não tem nada de extraordinário em relação a outros, tem a importância de trazer para a região a discussão em torno do cinema, e da cultura. Mostrar o que está se fazendo fora do circuito comercial e propiciar mais acesso e mais formação de expectadores e com isso, quem sabe futuros realizadores.
Fica aqui a torcida para que tenha uma longa vida esse e muitos outros festivais que abrilhantam e de alguma forma divulgam nossas culturas e nossa gente.
Segue aí o cartaz que mostra um pouco da pluralidade do cinema.
BARULHENTA KLAXON No dicionário tem o significado “buzina de automóvel”, paralelamente na significância temos uma plataforma de divulgação de um dos movimentos mais importantes para as artes no Brasil, senão o mais. Klaxon foi uma revista mensal de arte moderna que circulou após a semana de 22, em São Paulo de 15 de maio de 1922 a janeiro de 1923. Seu nome deriva da buzina citada acima e que metaforicamente queria de forma barulhenta anunciar as novidades da modernidade. Tratou-se de uma inovação estética tanto no conteúdo como também no projeto gráfico, não tinha diretor, redator-chefe, editor e nem o que poderiamos chamar hoje de designer gráfico ou mesmo diagramador. Era uma proposta coletiva, onde todos participavam das diversas fases da produção. Nela eram publicados ensaios, poemas, crônicas, críticas de arte, piadas e gravuras. Entre seus colaboradores estavam Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Sérgio Buarque de Hollanda entre outros artistas e escritores. Foi extinta quando seus criadores e colaboradores sentiam que não estavam se divertindo mais com a revista.
Alguns destaques da publicação é a busca pelo atual, o culto ao progresso, a concepção de que a arte não deve ser uma cópia da realidade, mas como também está em seu manifesto, Klaxon não é futurista, Klaxon é klaxista.
CAPAS DE DISCOS Divertido, criativo e sanguinário vídeo de capas de discos, a maioria clássicas nossas conhecidas. Vale conferir esse interessante trabalho produzido pela Ugly Pictures.
PICTOGRAMAS DE VOLPI Sempre que vejo uma bandeirinha tenho uma relação de lembrança direta com a arte abstrata e geométrica de Volpi. Seus elementos de formas primárias, mas de grande estrutura poética e compositiva, ocupam o espaço e os sentidos.
De origem italiana, mas brasileiro de coração, Volpi se tornou um dos mais importantes artistas do século XX do nosso País, segundo o último levantamento, foram cerca de 2.300 obras produzidas. Começou pintando o natural, passando pelas fachadas de casas, e daí foi transformando seu discurso em uma obra pictórica. Dentre as várias fases do pintor, destaca-se a descoberta da geometria e da bi-dimensionalidade, que criou um elemento de simplicidade formal. Começou desenhando as bandeirinhas integradas às suas fachadas e posteriormente descontextualizou-as de tudo, criando um signo representativo, repetido infinitamente em luzes, cores, ritmos, equilíbrio e espaço.
Falando na língua do desenho gráfico, poderíamos dizer que Volpi implementou um pictograma, um símbolo gráfico, capaz de expressar com economia de elementos uma marca incondicional.
Abaixo estão alguns exemplos da variação de possibilidades dentro de um mesmo objeto. Aproveitando a deixa, segue um despretencioso exercício compositivo usando o nosso elemento já citado.
ANIMAÇÃO Bacana esse vídeo de animação com traços de caneta. Vale dar uma conferida. Além da continuidade no traço que é a proposta do trabalho, os desenhos são muito interessantes, tem tudo, poesia, humor e trabalho árduo.
HELVETICA, POR QUE NÃO? Apesar de tanta controvérsia atual sobre o uso ou não da nossa clássica moderna Helvetica, ela ainda dispõe de grande fôlego. Símbolo do modernismo no design gráfico, foi desenvolvida por Max Miednger em 1957 para a tipografia suiça Haas, com isso seu nome derivou de Helvetia, nome latino de Suiça. Na década de 1960, tornou-se popular e passeou nos mais variados tipos de aplicações. Em 1983, a Linotype redesenhou e lançou a Helvética Neue, popularizando-a ainda mais. Seu desenho sem serifa e limpo proporciona uma maior legibilidade, daí o seu enorme sucesso. Com a disseminação das plataformas eletrônicas, a Helvetica foi abominavelmente confundida com a Arial, amplamente distribuida pela Microsoft em seu sistema operacional, e muito criticada por ser uma cópia inferior. Controvérsias e debates fervorosos à parte, nossa referida fonte continua bastante utilizada, seu refinado desenho ainda seduz e compõe excelentes projetos pelo mundo afora. Até hoje a expressão que a tornou famosa continua mais atual do que nunca: "Se não souber o que usar, use Helvetica". Com isso, cabe uma reflexão, por que não usar?? Por que abrir mão de um elemento tão rico na composição. Quando bem utilizada a Helvetica comunica e agrega requinte ao projeto. A família é grande e é impossível que não se consiga em alguma delas um resultado estético original e satisfatório. Talvez o que esteja faltando são experimentações despreconceituosas e um olhar carinhoso para nosso mais ilustre tipo.
Abaixo, alguns links sobre Helvetica vs. Arial http://www.iliveonyourvisits.com/helvetica/ http://www.engagestudio.com/helvetica/
CARTAZES CUBANOS Após a revolução em Cuba, as relações entre Fidel e a ex União Soviética se estreitam. Esse compartilhamento ideológico se traduz em todas as relações da sociedade e também nas artes gráficas. Posteriormente em meados da década de 1960, começa uma época de liberdade artística e os cubanos definem um estilo apropriado à sua realidade. Che torna-se símbolo da revolução romântica. Foi o começo da transformação de sua imagem no ícone mais reproduzido do mundo. Na próxima década as produções gráficas já estão subordinadas à moral do regime. Vale conferir este capítulo do design político e o engajamento dos artistas com as tendências da época e com a pop art, através da exposição de cartazes que se encontra on line no site do museu holandês International Institute of Social History. http://www.iisg.nl/exhibitions/chairman/cubintro.php
TODO DIA UMA NOVA IMAGEM Esse vai ser um grande desafio e também uma oportunidade que vai propiciar uma busca de imagens e situações, o próprio aperfeiçoamento do olhar fotográfico. Cada dia será uma nova visão, uma nova foto que será produzida por nós. Tudo vai estar alí, do maior ao menor, do sofisticado ao caos, tudo que faça parte de nosso mundo louco de infinitas visões.
Clique no link, é possível ver todas as imagens postadas por dia.
16_11_2006 Postado por: Lula Ricardi |
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NOVO SITE XYZ DESIGN Esse é nosso novíssimo site, mais dinâmico, mais interativo, mais atualizado. Queremos que ele seja visitado, a casa é para todos. Está cheio de novidades, dicas, informações, arte, cultura, design e é claro nossos trabalhos, afinal também queremos dar uma aparecidinha. Esse link será o nosso blog, o momento que poderemos contar um pouco de nossos trabalhos ou de nossas experiências, não só nossas como também de alguns amigos colaboradores que estarão vez ou outra falando suas impressões sobre design e cultura. É isso, esperamos que gostem, e estamos aguardando as considerações, colaborações e críticas. Bem vindos.
15_11_2006 Postado por: Lula Ricardi |
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