PICTOGRAMAS DE VOLPI
Sempre que vejo uma bandeirinha tenho uma relação de lembrança direta com a arte abstrata e geométrica de Volpi. Seus elementos de formas primárias, mas de grande estrutura poética e compositiva, ocupam o espaço e os sentidos.
De origem italiana, mas brasileiro de coração, Volpi se tornou um dos mais importantes artistas do século XX do nosso País, segundo o último levantamento, foram cerca de 2.300 obras produzidas. Começou pintando o natural, passando pelas fachadas de casas, e daí foi transformando seu discurso em uma obra pictórica. Dentre as várias fases do pintor, destaca-se a descoberta da geometria e da bi-dimensionalidade, que criou um elemento de simplicidade formal. Começou desenhando as bandeirinhas integradas às suas fachadas e posteriormente descontextualizou-as de tudo, criando um signo representativo, repetido infinitamente em luzes, cores, ritmos, equilíbrio e espaço.
Falando na língua do desenho gráfico, poderíamos dizer que Volpi implementou um pictograma, um símbolo gráfico, capaz de expressar com economia de elementos uma marca incondicional.
Abaixo estão alguns exemplos da variação de possibilidades dentro de um mesmo objeto. Aproveitando a deixa, segue um despretencioso exercício compositivo usando o nosso elemento já citado.
08_12_2006 Postado por: Lula Ricardi

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